20. Fracasso da Falsa Profecia Para 1925 (1)

William do Vale Gadêlha


O Corpo Governante tenta explicar o fracasso de 1925

Anuário das Testemunhas de Jeová de 1976, página 146:

certa medida. Mas, ficaram gratos pela orientação de Deus e estavam ansiosos de ser "ensinados por Jeová". -- João 6:45 Isa. 54:13.

O povo de Deus teve de ajustar seu modo de pensar sobre 1925, por exemplo. Expectativas de restauração e de bênção, foram ligadas ao mesmo, visto que achavam que tal ano assinalaria o fim dos setenta jubileus de cinqüenta anos cada um desde que os israelitas entraram em Canaã. (Lev. 25:1-12) Declara A. D. Schroeder: "Pensava-se que então o restante dos seguidores ungidos de Cristo iria para o céu, para ser parte do Reino, e que os fiéis homens da antiguidade, tais como Abraão, Davi e outros, seriam ressuscitados como príncipes para assumir o governo da terra como parte do reino de Deus."

Veio e foi-se o ano de 1925. Os seguidores ungidos de Jesus ainda estavam na terra como classe. Os homens fiéis da antiguidade -- Abraão, Davi e outros -- não foram ressuscitados para se tornarem príncipes na terra. (Sal. 45:16) Assim como recorda Anna MacDonald: "1925 foi um ano triste para muitos irmãos. Alguns deles tropeçaram, suas esperanças foram despedaçadas. Tinham esperado ver alguns dos 'antigos dignitários' [homens da antiguidade, como Abraão] serem ressuscitados. Ao invés de isso ser considerado uma 'probabilidade', leram que era uma 'certeza', e alguns se prepararam para seus próprios entes queridos, na expectativa de sua ressurreição. Recebi pessoalmente uma carta de uma irmã que me trouxe a verdade. Ela me avisou que havia agido errada naquilo que me dissera.... [Mas] eu tinha apreço por minha libertação de Babilônia. Para que outro lugar se poderia ir? Eu tinha aprendido a conhecer e a amar a Jeová."

Os fiéis servos de Deus não se dedicaram a ele apenas até certo ano. Estavam determinados a servi-lo para sempre. Para tais pessoas, as expectativas não-cumpridas a respeito de 1925 não representavam grande problema nem influíram adversamente em sua fé. "Para os fiéis", observa James Poulos, "1925 foi um ano maravilhoso. Jeová, por meio de seu 'escravo fiel e discreto', trouxe à nossa atenção o significado do capitulo doze de Revelação. Aprendemos sobre a 'mulher', a organização universal de Deus; a guerra no céu e a derrota e expulsão de Satanás e seus demônios das cortes celestiais, por Jesus Cristo e seus santos anjos; o nascimento do reino de Deus." Evidentemente, o irmão Poulos tem em mente o artigo muito digno de nota "Nascimento da Nação", publicado em A Torre de Vigia, em inglês, de 1.° de março de 1925. Por meio dela, o povo de Deus discerniu claramente como estas duas grandes organizações opostas -- a de Jeová e a de Satanás -- eram simbolizadas. Então aprenderam, também, que o Diabo teve de confinar

"ensinados por Jeová". Mas, certamente, não foi Jeová quem os ensinou sobre 1925!

"O povo de Deus" é expressão muito genérica. Quem ensinou sobre 1925 e depois teve de se reajustar foi unicamente a direção da organização, o Corpo Governante!

"Pensava-se". O verbo é usado na voz passiva, para não se dizer quem é que pensava. Mas quem pensava sobre 1925 foi o Corpo Governante!

"Tropeçaram". E tropeçaram porque o Corpo Governante fez uma falsa profecia para 1925! O que disse Jesus sobre os que fazem os outros tropeçar? Lucas 17:1: "É inevitável que venham causas para tropeço. Não obstante, ai daquele por meio de quem vêm!"

"Probabilidade". Cinqüenta anos após 1925 a culpa foi dos que leram que era uma "certeza", mas confira as informações nas páginas 16 a 19 para ver se elas passavam a idéia de certeza ou probabilidade.

Então os que tropeçaram por causa de 1925 é porque não eram fiéis a Deus? Mas quem profetizou sobre 1925 não foi Deus!

Mas quem tivesse questionado esta falsa profecia antes do seu fracasso teria tido sérios problemas com os anciãos da época!

Tudo isso é interpretação do Corpo Governante, também atribuída a Jeová! Tudo isso é a cortina de fumaça lançada sobre o ano 1925, para desviar a atenção dos leitores da coisa principal, o fracasso de uma falsa profecia!

"ano maravilhoso"? Metade dos membros deixou a organização naquela época. Nenhum pesar pelos que tropeçaram numa falsa profecia, oriunda de homens?

   Anuário das Testemunhas de Jeová de 1976, p. 146
Anuário das Testemunhas de Jeová de 1976, p. 146

Nada disso tudo que o Corpo Governante afirma sobre 1925 apaga o que está escrito em Deuteronômio 18:22:

"'quando o profeta falar em nome de Jeová e a palavra não suceder nem se cumprir, esta é a palavra que Jeová não falou. O profeta proferiu-a presunçosamente. Não deves ficar amedrontado por causa dele.'"


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