Diferenças Entre as Doutrinas de Russell e de Rutherford

Randall Watters


Proibições Impostas às Testemunhas de Jeová

  • Russell: Celebrava os aniversários e o Natal, tolerava os seus seguidores que estavam no exército, não considerava Actos 15:20 uma proibição permanente contra comer o sangue, permitia que os seus seguidores frequentassem outras igrejas e acreditava na forma tradicional da cruz de Cristo. Russell também acreditava que se devia adorar Cristo, embora rejeitasse a sua Divindade. A bandeira Americana podia ser ostentada.

  • Rutherford: Baniu a celebração dos aniversários e feriados como sendo pagãos, desassociava os que prestavam serviço militar ou que frequentavam outras igrejas, proibiu o uso do sangue e rejeitou a cruz como sendo um símbolo pagão, dizendo que Cristo morreu num poste ou estaca direita. Rutherford ensinava que Jesus Cristo era Miguel, o Arcanjo, e não podia ser adorado. A bandeira Americana não podia ser ostentada nem saudada. (Index of Watchtower Errors, David A. Reed, Grand Rapids: Baker Book House, 1990.)

O Nome Testemunhas de Jeová

  • Russell: "Nós sempre recusámos ser chamados por qualquer outro nome que não seja o do nosso Cabeça -- Cristãos -- afirmando sempre que não pode haver divisão entre os que são guiados pelo seu Espírito e exemplo, conforme é tornado conhecido pela sua Palavra." (WT Reprints, Março de 1883, p. 458)

    "E por isso, não nos importamos com os nomes que os homens nos possam chamar; não reconhecemos outro nome senão o único nome dado debaixo do céu e entre os homens -- Jesus Cristo. Nós chamamo-nos simplesmente CRISTÃOS e não levantamos nenhuma cerca para separar de nós qualquer pessoa que acredite na pedra angular do nosso edifício mencionada por Paulo: 'Esse Cristo morreu pelos nossos pecados segundo as Escrituras;' e aqueles para quem isto não é suficientemente claro, não têm o direito de usar o nome Cristão." (Watchtower, Fevereiro de 1884, p. 2)

  • Rutherford: "O próprio irmão Rutherford contou-me que acordou numa certa noite quando se estava a preparar para esse congresso e disse: 'Mas para que raio é que eu sugeri que se fizesse um congresso internacional para uma altura em que não tenho nenhum discurso nem mensagem especial para eles? Para quê trazê-los todos para aqui?' Depois ele começou a pensar nisto e veio-lhe à mente Isaías capítulo 43. Ele levantou-se às duas da madrugada e estenografou, nas sua própria secretária, um esboço do discurso que ele faria acerca do Reino, a esperança do mundo, e acerca do novo nome. E tudo o que ele proferiu no congresso foi preparado naquela noite, ou naquela madrugada, às duas horas. E não tenho dúvidas, nem agora nem naquele tempo, que o Senhor guiou-o naquilo, e aquele é o nome que Jeová quer que usemos e nós estamos muito felizes e muito contentes por tê-lo." (1975 Yearbook of Jehovah's Witnesses [Anuário das Testemunhas de Jeová de 1975], citando A. H. Macmillan acerca da invenção do nome Testemunhas de Jeová, p. 151)

    "Ao dar ao seu povo um novo nome, Jeová marcou o seu povo de forma que não possa haver nenhum engano quanto à sua identidade. Estes destacar-se-ão de agora em diante como estando separados e distintos de todos os professos seguidores de Cristo Jesus... Nós temos estado à espera de algo deste tipo, de forma que pudéssemos ser claramente distinguidos dos que afirmam ser servos de Deus." (The Watch Tower, 15 de Setembro de 1931, p. 279)

Classe do "Escravo Fiel e Discreto"

  • Russell: Embora não o admitisse publicamente, Russell admitiu em privado que era o escravo de Mateus 24:45. Nenhuma outra identidade para o escravo foi dada ou permitida.

  • Rutherford: O escravo fiel era uma classe de crentes, especificamente aqueles 144.000 mencionados em Revelação [Apocalipse] capítulos 7 e 14. Estes seriam os que reinariam com Cristo no céu. Embora Russell admitisse nos seus primeiros escritos que os 144.000 pudessem estar espalhados em várias igrejas, Rutherford decretou que eles têm agora de fazer parte da organização de Deus: "Todos os que tomaram posição do lado de Jeová têm de residir na sua organização sob Cristo, se quiserem sobreviver. Não há excepção a esta regra." (Watchtower, 15 de Agosto de 1934, p. 249)

    "O nome 'Testemunhas de Jeová' aplica-se especificamente aos ungidos de Deus que foram tirados do mundo e feitos testemunhas para Jeová, e só estes exibem o novo nome... A organização oficial na terra consiste neste restante ungido, e os Jonadabes que caminham com os ungidos devem ser ensinados, mas não devem ser líderes." (Watchtower, 15 de Agosto de 1934, p. 249)

    Nota: Enquanto Rutherford desenvolveu a doutrina de que a Watchtower Society (querendo dizer os 144.000) era o canal de comunicação de Deus, ele aparentemente nunca acreditou nisso, pois diz-se que foi ele que escreveu todos os artigos e livros da Watchtower durante a sua presidência e mais ninguém foi consultado nesse processo.

A Organização de Deus

  • Russell: "Nós sempre recusámos ser chamados por qualquer outro nome que não seja o do nosso Cabeça -- Cristãos -- afirmando sempre que não pode haver divisão entre os que são guiados pelo seu Espírito e exemplo, conforme é tornado conhecido pela sua Palavra. (WT Reprints, Março de 1883, p. 458)

    "Pela mesma razão porque Cristo não organizou congregações enquanto presente com os seus discípulos na colheita Judaica, nós não consideramos convenientes nem necessárias as organizações, nem sequer organizações simples e não sectárias como aquelas estabelecidas pelos apóstolos." (WT Reprints, Outubro de 1883, p. 536)

  • Rutherford: "Alguns que afirmam estar totalmente devotados a Jeová acham difícil aprender a ser obedientes a instruções organizacionais, o que é razão suficiente para um auto-exame cuidadoso para ver qual é a sua posição perante o Senhor... os anjos são designados por Deus para transmitir as suas instruções para os membros da sua organização na terra. Não nos é necessário compreender o modo exacto como isto é feito." (Watchtower, 12 de Janeiro de 1933, p. 364)

    "Todos os que tomaram posição do lado de Jeová têm de residir na sua organização sob Cristo, se quiserem sobreviver. Não há excepção a esta regra." (Watchtower, 15 de Agosto de 1934, p. 249)

A Esperança Terrestre

  • Russell: "A Grande Companhia (Grande Multidão de Revelação [Apocalipse ] 7:9) é uma classe celestial secundária, não tão dedicada como os 144.000. Eles estarão no céu mas como companheiras da Noiva (servos dos 144.000), e haverá uma grande diferença nos graus de glória." (WT Reprints, Março de 1883, p. 458)

    Russell ensinou que a Grande Multidão eram Cristãos divididos no seu coração:

    "É porque temerem as censuras de Cristo que eles evitam os privilégios e oportunidades actuais de andar com ele de branco... [e] têm de ser tratados como hipócrtas e passar pela grande tribulação para serem purificados." (WT Reprints, 1.º de Junho de 1897, p. 2161)

  • Rutherford: Afirmava que Cristo voltou ao seu templo em 1918 (estabelecendo a identidade do servo fiel e sábio), e que ele limpou o templo em 1932 (permitindo-lhe interpretar a identidade da Grande Multidão de uma nova maneira). Estes não são indivíduos menos fiéis, como Russell ensinava, são antes completamente fiéis a Jeová. Contudo, pensa-se agora que eles têm a esperança totalmente diferente de viver numa terra paradísica. (The Watchtower, 1.º de Agosto de 1935, pp. 233-252)

Datas Proféticas

  • Russell: 1799 foi o começo do tempo do fim, 1874 foi ano do regresso invisível de Cristo, e 1914 seria o fim do mundo. (Studies in the Scriptures, vol. 4, 1897, p. 621; Zion's Watch Tower, 15 de Janeiro de 1892, pp. 21-23)

  • Rutherford: Rejeição do significado de 1799 e 1874, e 1914 é mudado para passar a ser o regresso invisível de Cristo. 1925 traria a nova ordem, o reinado milenar de Cristo, e a ressurreição para a terra de Abrãao, Isaque e Jacó.

    1940: "O Armagedom está iminente... o grande clímax foi atingido. A Tribulação caiu sobre os que tomam posição do lado do Senhor." (The Messenger, 1.º de Setembro de 1940, p. 6)

    1941: "[Nós estamos] nos meses que restam antes do Armagedom." (The Watchtower, 15 de Setembro de 1941, p. 288)


Índice · English