Nenhum Homem Conhece a Minha História: A Vida de Joseph Smith (Nova Iorque: Vintage Books, 1995) de Fawn M. Brodie (1915-1981), pp. i-xx e contracapa.

FAWN M. BRODIE

Nenhum Homem Conhece a Minha História

A Sr.ª Brodie foi professora de história na Universidade de Califórnia em Los Angeles. Faleceu em 1981, pouco depois de completar o seu último livro, Richard Nixon: The Shaping of His Character.


Fawn M. Brodie (1915-1981)

Também por FAWN M. BRODIE

Richard Nixon: The Shaping of His Character (1981)
Thomas Jefferson: An Intimate History (1974)
From Crossbow to H-Bomb (com Bernard Brodie, 1973)
The Devil Drives: A Life of Sir Richard F. Burton (1967)
Thaddeus Stevens, Scourge of the South (1959)

Editados por Fawn M. Brodie

The City of the Saints por Richard F. Burton (1963)
Route from Liverpool to Great Salt Lake Valley
por Frederick Hawkins Piercy (1962)

Nenhum Homem Conhece a Minha História

[imagem]

JOSEPH SMITH

De uma pintura a óleo por Majors, feita em Nauvoo

F A W N   M.   B R O D I E


Nenhum Homem Conhece
a Minha História

A   V I D A   D E
Joseph Smith

O PROFETA MÓRMON
Segunda Edição, Revista e Ampliada


V I N T A G E   B O O K S

Uma Divisão de Random House, Inc.   Nova Iorque

R

PRIMEIRA EDIÇÃO VINTAGE BOOKS, AGOSTO 1995

Copyright 1945 por Alfred A. Knopf, Inc.
Copyright renovado 1973 por Fawn M. Brodie
Copyright © 1971 por Fawn M. Brodie
Copyright da tradução portuguesa © 2001 Observatório Watchtower

Reservados todos os direitos sob Convenções de
Direitos de Autor Internacionais e Pan-Americanas.
Publicado nos Estados Unidos por Vintage Books,
uma divisão de Random House, Inc., Nova Iorque, e
simultaneamente no Canadá por Random House of Canada Limited,
Toronto. Originalmente publicado em capa dura por Alfred A. Knopf
Inc., Nova Iorque, em 1945. Esta edição revista foi impressa pela
primeira vez em capa dura por Alfred A. Knopf, Inc., Nova Iorque, em 1971.

A Biblioteca do Congresso catalogou a edição Knopf como se segue:
Library of Congress Catalog Card Number: 71-136333
Vintage ISBN: 679-73054-0

Produzido nos Estados Unidos da América
10 9 8 7

À memória do meu primo
Tenente McKeen Eccles Brimhall
morto em França em 20 de setembro de 1944


Prefácio


Foi num sermão proferido num funeral que o profeta Mórmon lançou um desafio aos seus futuros biógrafos. Dirigindo-se a uma audiência de dez mil pessoas na sua cidade encantadora de Nauvoo, Joseph Smith disse em 7 de abril de 1844: "Vós não me conheceis; vós nunca conhecestes o meu coração. Nenhum homem conhece a minha história. Eu não a posso contar; nunca a empreenderei. Não culpo ninguém por não acreditar na minha história. Se não tivesse passado pelo que passei, eu próprio poderia não acreditar nela."

Desde esse momento de candura, pelo menos três vintenas de escritores aceitaram o desafio. Muitos abusaram dele; alguns deificaram-no; uns poucos tentaram fazer um diagnóstico clínico. Todos insistiram, direta ou implicitamente, que sabiam a história dele. Mas os resultados têm sido fantasticamente dissemelhantes.

Em biografias Mórmons oficiais, fizeram dele um profeta de estatura superior a Moisés. Pregadores do século 19 fizeram dele um velhaco devasso; e cronistas do século 20 têm ficado perturbados com o que diagnosticaram como ilusões paranóicas. A razão para estas opiniões díspares não é de modo algum a falta de dados biográficos, pois Joseph Smith ousou fundar uma nova religião na era da imprensa. Quando ele dizia "Assim disse o Senhor!", as palavras eram registadas por secretários e congeladas para sempre por escrito.

No entanto, poucos homens há que tenham escrito tanto e dito tão pouco sobre si mesmos. Procurar as fontes ocultas do seu caráter na sua autobiografia de seis volumes resulta em confusão. A razão é parcialmente que ele ditou tudo isso para os seus secretários como a história oficial da sua igreja. A história dele é a antítese de uma confissão.

Diz a lenda que pouco antes da sua morte ele colocou todos os seus registos privados num grande pote de cobre e ordenou a William Huntington que os enterrasse mais fundo do que o sulco do arado nalgum canto obscuro de Nauvoo. Mas mesmo que estes registos viessem miraculosamente à luz, é duvidoso que fossem mais reveladores do que os registos já publicados. Pois Joseph Smith, tal como a maioria dos grandes líderes naturais, raramente escreveu ou falou exceto quando tinha uma audiência em mente. É este fato que torna tão difícil avaliar o seu próprio relato sobre a sua vida adolescente, que foi escrito duas décadas depois, no auge da sua careira. E os últimos anos do seu diário -- no qual ele escreveu repetidas negações da poligamia -- não são menos problemáticos, pois após a sua morte uma dúzia de mulheres assinaram orgulhosamente declarações juramentadas dizendo que ele as tinha tomado como esposas.

Onde quer que Joseph Smith fosse, levantava uma tempestade, e desde os seus anos iniciais os jornais do país deram-lhe ampla publicidade. Cópias destes jornais, alguns dos quais antedatam todas as histórias Mórmons mais antigas, felizmente foram preservadas. Durante a sua curta e tumultuosa carreira Joseph foi posto em tribunal mais de vinte vezes, sob acusações que variavam entre a perturbação da paz e a traição. Muitos dos registos do tribunal ainda existem. Assim, não se dá o caso de faltarem documentos: antes, são muito contraditórios e -- ainda mais importante -- estão espalhados de Vermont até à Califórnia.

A tarefa de reunir estes documentos -- de peneirar relatos em primeira mão de plágio em terceira mão, de ajustar narrativas Mórmons e não-Mórmons num mosaico que constitua história credível, absorvendo ainda assim as realidades há muito esquecidas da religião e política entre 1805 e 1844 -- não é monótona. É excitante e esclarecedor ver nascer uma religião. E a de Joseph Smith não era uma mera seita dissidente. Era uma criação religiosa real, projetada para ser para o cristianismo o que o cristianismo foi para o judaísmo: isto é, uma reforma e uma consumação.

Mas a história de Joseph Smith é mais do que a história de uma nova religião. Se fossemos inescrupulosamente seletivos na escolha de detalhes, poderíamos fazê-lo parecer não apenas um profeta mas também uma ameaça política -- um ditador completo com exército, ministério da propaganda e polícia secreta que criou um domínio autoritário na fronteira americana. É fácil traçar um paralelo entre as suas teorias raciais não científicas, a sua organização autocrática, e a sua ambição sem limites e as teorias, organizações e ambições de ditadores modernos. Mas contentar-se em traçar esses paralelos é rejeitar a história em favor de jornalismo amarelo.

É verdade que Joseph Smith fez tábua rasa de tradições americanas muito prezadas -- a separação rígida entre igreja e Estado, a santidade da propriedade privada, e a inviolabilidade do código matrimonial. E foi a sua destruição de uma máquina impressora da oposição que precipitou o seu linchamento. Mas também é verdade que ele era puramente um produto Yankee e que muito do que era bom no folclore e pensamento americano foi incorporado nos seus escritos e na sua igreja. A pedra angular da sua metafísica era esse conceito viril que dominava todo o espírito americano e que de fato era o ideal mais nobre de Jesus e Buda: que o homem é capaz de progresso eterno em direção à perfeição.

Mas o conceito que Joseph tinha da perfeição não era de modo nenhum exclusivamente espiritual. O reino de Deus sobre a terra, na concepção dele, estava repleto do entusiasmo Yankee por bênçãos terrestres. Ninguém combinou de forma mais engenhosa do que ele o misticismo judaico e cristão com o objetivo da prosperidade perpétua. "Adão caiu para que os homens pudessem existir", escreveu ele, "e os homens existem para que possam ter alegria." E para Joseph Smith a alegria vinha, não da contemplação melancólica, mas de planear cidades maiores e melhores, construir templos maiores e mais nobres, e criar para si mesmo o núcleo de um império americano.

A fonte do seu poder não residia na sua doutrina mas na sua pessoa, e a rara qualidade do seu gênio não se devia ao seu raciocínio mas antes à sua imaginação. Ele era um fazedor de mitos de talento prodigioso. Depois de cem anos, os mitos que ele criou ainda são uma força motivadora nas vidas de milhões de seguidores. O poder motivador do mormonismo era uma fábula -- uma fábula que poucos convertidos paravam para questionar, pois o seu significado parecia profundo e a sua inspiração era contagiosa.


Prefácio à Segunda Edição


Nos vinte e cinco anos desde a primeira impressão desta biografia outros além de mim fizeram muita investigação em documentos relativos à vida de Joseph Smith, e publicaram material considerável que acrescenta muito à minha própria investigação. Estes mesmos anos também viram o crescimento contínuo de uma considerável literatura clínica sobre o comportamento humano, alguma da qual é decididamente relevante para uma compreensão dos aspectos mais confusos do caráter do profeta Mórmon. No entanto, ainda não existe uma avaliação competente de Joseph Smith por um psicólogo, psiquiatra ou psicanalista. Escrevi um suplemento para esta edição que pretende informar o leitor sobre a natureza das descobertas históricas, particularmente a respeito da "primeira visão" de Joseph Smith e do seu controverso Livro de Abraão. O suplemento também inclui especulação adicional sobre a natureza da sua evolução, mas não pretende ser um retrato clínico completo, que teria de ser o trabalho de um especialista baseado num conhecimento muito mais íntimo do homem do que é possível presentemente.

As novas descobertas não precisam de revisões importantes nesta biografia. Pelo contrário, creio que os novos dados na generalidade tendem a apoiar as minhas especulações originais sobre o caráter de Joseph Smith. O texto desta edição contém alguns acréscimos significativos, mas não são longos, e foram incorporados no original de um modo que permite que a paginação permaneça inalterada. Foram apagados alguns detalhes específicos que novas descobertas mostraram não serem exatos. Devido às dificuldades técnicas envolvidas em acréscimos e eliminações massivas, decidi colocar o relato detalhado do novo material no suplemento. Este deve ser lido como um acréscimo, e não como uma correção, ao próprio texto.

Foi publicado considerável novo material sobre as muitas esposas de Joseph Smith; uma nova listagem elaborada por Jerald e Sandra Tanner, no seu Joseph Smith and Polygamy [Joseph Smith e a Poligamia] (Salt Lake City, 1969), eleva o número putativo para oitenta e quatro. A evidência para os casamentos adicionais vem de registos de "selagens" no templo, em Utah. O que complica o uso de tal evidência é o fato de mais de duzentas mulheres, aparentemente a seu próprio pedido, terem sido seladas como esposas de Joseph Smith depois da morte dele em cerimônias de templo especiais. Além disso, muitas mulheres distintas da história, incluindo várias santas católicas, também foram seladas a Joseph Smith em Utah. Vi estas listas espantosas nos Arquivos Genealógicos dos Santos dos Últimos Dias em Salt Lake City em 1944. Rejeitei todos esses nomes exceto aqueles como Nancy Hyde e Patty Sessions, onde havia evidência adicional de algum tipo de casamento em Nauvoo. Não considerei um registo de templo do Utah como evidência suficiente.

Na medida em que é impossível distinguir entre aquelas mulheres que pediram a selagem depois da morte de Joseph Smith e aquelas que queriam uma selagem adicional num templo do Utah para solenizar ainda mais uma cerimônia de algum tipo que ocorrera em Nauvoo, manterei o número de esposas tentativamente em quarenta e oito. Concedo de bom grado, porém, que esta lista está incompleta e que pode bem ser expandida, talvez muito expandida, caso nova evidência adicional de manuscritos se torne disponível.

Em anos passados tentei em impressões sucessivas eliminar pequenos erros fatuais à medida que me foram indicados. Espera-se que esta edição veja a eliminação de quase todos eles. Claro que não mudei tudo o que críticos disseram ser erros, porque considero muitos destes criticismos subjetivos, interpretativos e muitas vezes completamente inexatos.

A investigação para esta nova edição levou-me de volta para um pântano de material contraditório, para o qual não estava ansiosa de voltar. Mas a experiência provou-se divertida em vez de depressiva. Achei impressionante a qualidade infatigável de muitos dos jovens historiadores do Mormonismo, alguns dos quais seguem altos padrões de investigação. Material importante que tinha sido mantido enterrado durante gerações tem sido libertado dos arquivos da Igreja Mórmon em Salt Lake City. A honestidade e coragem dos editores do novo jornal Mórmon, Dialogue, que não é censurado pelos líderes da igreja, tem tornado possível a disseminação de pesquisa valiosa que em tempos anteriores não teria encontrado saída. O medo de punições por parte da igreja por dissidência legítima parece ter desaparecido largamente e estou feliz por agradecer especificamente a vários historiadores que floresceram no novo clima de libertação.

FAWN M. BRODIE
Pacific Palisades
1970


Agradecimentos


Como a investigação em história Mórmon é primariamente investigação em bibliotecas, devo muito à paciência e amizade de bibliotecários da Universidade de Chicago, Sociedade Histórica do Estado do Utah, Sociedade Histórica da Reserva do Oeste, Biblioteca Pública de Nova Iorque, Biblioteca do Estado de Nova Iorque e Biblioteca do Congresso. A Biblioteca Huntington forneceu-me um microfilme das cartas mais antigas de Oliver Cowdery. Os funcionários do condado em Chardon, Ohio, e em Woodstock, Vermont, não pouparam esforços para desenterrar para mim antigos registos de tribunal envolvendo Joseph Smith e o seu pai.

Estou em dívida para com o Dr. Frederick M. Smith, presidente da Igreja Reorganizada de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, pela autorização para examinar as cartas de Emma Smith e outro material de manuscritos em Independence, Missouri, e estou grata pelas muitas cortesias do Sr. Israel A. Smith e do Sr. S. A. Burgess.

O Sr. Alvin Smith do Escritório do Historiador da Igreja dos Santos dos Últimos Dias em Salt Lake City amavelmente permitiu-me examinar vários periódicos Mórmons iniciais. A Sra. Vesta P. Crawford, a Sra. Claire Noall, o Sr. Stanley Ivins e a Sra. Juanita Brooks foram muito generosos em permitirem que eu examinasse os frutos da excelente pesquisa deles sobre documentos Mórmons iniciais. O Dr. Milo M. Quaife e o Dr. Dean Brimhall leram o meu manuscrito e deram-me o benefício do seu extenso conhecimento sobre a história e psicologia Mórmon. O mapa "País Mórmon" foi desenhado pelo Sr. Jerome S. Kates.

Fui particularmente beneficiada ao ter a assistência amigável do Sr. Dale L. Morgan, cuja infatigável investigação sobre a história Mórmon tem sido um impulso acrescentado à minha própria investigação. Ele não só partilhou livremente comigo a sua soberba biblioteca e ficheiros manuscritos, mas também analisou o manuscrito com cuidado meticuloso. Ele tem sido um historiador exigente e um crítico penetrante.

Ao longo de um período de pesquisa e escrita estendendo-se por sete anos, precisei e recebi o encorajamento constante do meu marido, Dr. Bernard Brodie. A sua própria perspectiva especial sobre a sociedade Mórmon e o seu interesse entusiástico pela minha investigação foram de valor inestimável. Ele leu o manuscrito muitas vezes, de cada vez efetuando alguma melhoria nas suas qualidades literárias. Mas tudo isto foi secundário em relação a um tipo de assistência mais intangível que veio das suas qualidades de julgamento e percepção e que afetou toda a minha abordagem ao livro.

F.M.B.


Índice

1   Os Deuses Estão Entre o Povo 1
2   Tesouros na Terra 16
3   Filhos Vermelhos de Israel 34
4   Uma Obra Maravilhosa e um Prodígio 50
5   Testemunhas para Deus 67
6   O Profeta de Palmyra 83
7   A Sociedade Perfeita e a Terra Prometida 98
8   Construtor de Templos   114
9   Expulsão do Éden 130
10   O Exército do Senhor 143
11   Proteção e Punição 159
12   Mestre de Línguas 168
13   O Meu Reino é deste Mundo 181
14   Desastre em Kirtland 194
15   O Vale de Deus 208
16   O Alcorão ou a Espada 225
17   Sofrimento na Prisão Liberty 241
18   Nauvoo 256
19   Mistérios do Reino 275
20   Na Aljava do Todo-Poderoso 284
21   Se um Homem Enfeitiçar uma Virgem 297
22   A Explosão Bennett 309
23   Escondendo-se 323
24   As Esposas do Profeta 334
25   Candidato a Presidente 348
26   Prelúdio à Destruição 367
27   Carthage 380
Epílogo 396
Suplemento 405
APÊNDICE A   Documentos sobre os Primórdios da Vida
       de Joseph Smith
427
APÊNDICE B   A Teoria Spaulding-Rigdon 442
APÊNDICE C   As Esposas Plurais de Joseph Smith 457
BIBLIOGRAFIA   489
ÍNDICE   depois da página   500


Ilustrações

Joseph Smith, de uma pintura a óleo por Majors,
       feita em Nauvoo
frontispício
DEPOIS DA PÁGINA
Emma Smith 42
Caracteres que se diz terem sido copiados das placas de ouro
Hyrum Smith 74
As Três Testemunhas do Livro de Mórmon
Fac-símile do Livro de Abraão 170
Fac-símile do Livro de Abraão
Fac-símile de dinheiro Mórmon 202
Auditório inferior, Templo de Kirtland
O Templo de Kirtland 242
Prisão Liberty
O Templo de Nauvoo 258
Tenente-General Joseph Smith
Lucy Mack Smith em Nauvoo 298
Pedra do Templo de Nauvoo
Os quatro filhos de Joseph Smith
Oliver Buell
Residência de Joseph Smith e Mansion House, Nauvoo 338
Zina D. Huntington Jacobs e Eliza R. Snow, esposas
       plurais de Joseph Smith
Casa inacabada de Nauvoo 354
Último discurso público do Tenente-General Joseph Smith
Prisão de Carthage 394
Máscara mortuária de Joseph Smith
País Mórmon, 1830-1844 (mapa) 490


Nenhum Homem Conhece a Minha História


Contracapa


RELIGIÃO/BIOGRAFIA

Em 1823 um jovem chamado Joseph Smith teve um encontro com um anjo que o conduziu até um esconderijo onde estavam placas de ouro que seriam alegadamente a história das tribos perdidas de Israel. Destes novos evangelhos -- e da própria personalidade carismática e senso de missão de Smith -- surgiu uma religião autenticamente americana, a fé Mórmon. Mas será que Joseph Smith transcreveu revelações divinas ou inventou uma fé a partir de coisas sem valor? Era ele um profeta genuíno ou um fabulista dotado que ficou enfeitiçado pelos produtos da sua imaginação -- e que acabou sendo martirizado por eles?

Publicado pela primeira vez em 1945 e substancialmente revisto em 1970, Nenhum Homem Conhece a Minha História é um modelo da arte do biógrafo por uma escritora que mais tarde ficaria famosa pelo seu estudo de Thomas Jefferson. É simultaneamente acadêmico, absorvente e provocativo nas questões que levanta sobre as revelações de Smith e, ao fazer isto, fornece uma história notável da primitiva igreja Mórmon.

T

"O livro da Sr.ª Brodie é mais do que legível; é uma
contribuição significativa para uma compreensão do passado da América."
-- Los Angeles Times

U.S. $17.00
Can. $23.50

Pintura de Joseph Smith na capa por
Adrian Lamb, National Portrait Gallery,
Smithsonian Institution/Art Resource, N.Y.
Concepção da capa por Krystyna Skalski
ISBN 0-679-73054-0


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